Código de ética de enfermagem: Guia completo

CÓDIGO DE ÉTICA  DE ENFERMAGEM

A Enfermagem envolve um elemento próprio de informações científicas e técnicas, construído e reproduzido por algum conjunto de exercícios sociais, éticas e políticas na prestação de serviços ao ser humano, no seu conjunto e circunstância de vida, então é muito importante conhecer o código de ética de enfermagem.

Nos dias atuais, a palavra ética vem surgindo de um jeito marcante, trazendo preocupação em nossa sociedade, igualmente no âmbito da saúde, devido aos novos achados e experimentos científicos.

A Enfermagem vem aprofundando suas reflexões e questionamentos sobre a sua prática, a fim de encarar esses desafios, assim como as questões éticas que diariamente aparecem em seu campo de atuação.

A ética, no conjunto da Enfermagem, compreende comportamentos e ações que envolvem conhecimentos, valores, habilidades e atitudes no sentido de beneficiar as potencialidades do ser humano com o objetivo de conservar ou aperfeiçoar a condição humana no processo de viver e morrer.

Portanto, os cuidados de Enfermagem precisam estar relacionados a ações livres de agravos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência.

Os afazeres do profissional de Enfermagem têm se diversificado, indo desde o cuidado, quer seja do indivíduo, família e grupo da comunidade, passando pelas ações educativas, pesquisas, administrativas, até mesmo na participação no planejamento em saúde.

Deste modo, é dever de todo componente da equipe de enfermagem ter ciência e praticar o seu conteúdo, sobretudo ressaltando as obrigações, as proibições e os direitos relativos ao exercício profissional, garantindo a promoção, proteção, recuperação da saúde, assim como a reabilitação da pessoa.

Neste texto, buscou-se orientar a população acerca do Código de Ética de Enfermagem – CEPE a fim de alcançar o aperfeiçoamento e a humanização da assistência prestada ao paciente

O exercício da Enfermagem precisa estar fundamentado em valores morais da profissão, em seu código de ética e nos direitos do paciente hospitalizado, associando cuidado humano qualificado, conduzido pelo respeito e pela promoção do paciente como um protagonista e sujeito do cuidado.

codigo de etica enfermagem

ÉTICA E HUMANIZAÇÃO NA ENFERMAGEM

No Brasil, apareceram as primeiras conversas sobre ética na enfermagem a partir de 1951, porém, apenas a partir de 1955 é que se intensificou.

Onde em 1958, foi confirmado o primeiro Código de Ética de enfermagem, formado por enfermeiras da igreja católica. Nesse momento elas ficavam angustiadas com os aspectos éticos e humanísticos da enfermagem, contudo, o primeiro Código de Ética era mais voltado para a cultura religiosa.

De modo recente, no Brasil, Wanda Horta, baseando-se em seus conhecimentos diários com seres humanos, conquistou um padrão de modelo de enfermagem colocando à disposição para os pacientes/clientes um tratamento que aceita o autocuidado sem se desvincular do acompanhamento da enfermagem.

Quando essa relação incide, o cliente/paciente sente-se ao mesmo tempo confiante, protegido e mais tranquilo no que diz respeito a cuidados oferecidos por toda equipe, o que colabora para a redução da ansiedade e proporciona um ambiente hospitalar mais esperançoso.

A humanização no âmbito da enfermagem é algo muito cobiçada. O tecnicismo faz abandonar de lado a relação acolhedora no atendimento à saúde.

Ao mesmo tempo que, quanto mais tecnicista o enfermeiro for, menos humano ele se torna. Por isso, observa-se cada vez mais a necessidade de um novo modo de agir que beneficie ao homem moderno o encontro de si mesmo, assumindo seus valores.codigo de etica enfermeiro

A assistência necessita ser oferecida seguindo uma visão holística, na qual a solidariedade e a afeição para com o próximo são imprescindíveis para a valorização do ser humano, formando, contudo, uma afinidade de ajuda e empatia, fazendo com que a humanização constitua a alicerce da profissão de enfermagem.

A humanização ordena uma prática profissional fundamentada em princípios éticos.

A ética, como forma de conhecimento que se toma especificamente do agir humano, mostrando como se precisa proceder para que os aprendizados nos mais diversos espaços de atuação, um aprendizado fundamentado em princípios éticos aponta ao bem-estar de todos os possíveis atingidos, procurando aquela coisa que é bom para todos.

Para se ter máxima segurança perante o exercício profissional com alguma atitude ética e humanística, junto com a regulamentação das diversas profissões, foram criados os códigos de ética profissional.

Como os códigos de ética de enfermagem associam a legislação que regulamenta a profissão, os princípios nele publicados têm importância de lei e os infratores podem ser punidos pelos referentes Conselhos Regionais e Federais.

Ainda que não se necessite perceber que a prática profissional ética se atém ao cumprimento dos princípios e deveres publicados nos relativos códigos de ética profissional, eles são muito essenciais para o exercício profissional de alta qualidade.

.A ÉTICA E A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃOenfermeira ajudando idosa

O enfermeiro tem avançado na influência das suas atividades, prevenidas tanto no Regulamento do Exercício Profissional (Lei n. 7498/86) como no Código de Ética de Enfermagem – CEPE (Resolução COFEN 311/07).

Aparecem assim, unido com esta melhoria, os problemas éticos referentes ao desempenho da profissão, sendo imprescindível que esse profissional adote conhecimento de seus direitos e deveres éticos e legais, aumentando, assim, a segurança em suas ações e a probabilidade de estar desempenhando as suas atividades dentro daquilo que lhe compete, impedindo possíveis complicações legais futuras.

A profissão que é regulamentada em lei e dispõe de um Código de Ética necessitará ser administrada de acordo com os direitos e deveres situados no respectivo código. Com a essência e o cumprimento desse código, de tal maneira os pacientes/clientes como os profissionais da enfermagem são beneficiados.

O Código de Ética de enfermagem leva em apreço a necessidade e o direito de assistência em enfermagem da população, os interesses do profissional e de sua organização.

Além disso, implica que esses profissionais ofereçam um auxílio sem riscos ou agravos à população, mirando uma atitude ética profissional apropriada.

AS PRINCIPAIS IDEIAS DEFENDIDAS NO CÓDIGO DE ÉTICA DA ENFERMAGEM:

Por tudo isso, a seriedade de aceitar e ampliar a abrangência do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem – CEPE, onde agrupa normas e princípios, direitos e deveres, relacionados ao comportamento ética do profissional que deverá ser assumido por todos, em que definem o “fazer enfermagem” e o “ser profissional de Enfermagem”.

Movido pela dignidade da pessoa e seu direito inviolável de ser, o enfermeiro deve atuar na defesa da autonomia e no respeito pelas preferências da pessoa quanto ao seu cuidado.

Sendo assim, a base do conhecimento em Enfermagem ética é o sentido moral, ao grau que a Enfermagem se encoraja para apresentar a sua própria teoria ética, e o cuidado é mencionado volta e meia como a base moral.

Os cuidados da profissão necessitam ser conduzidos com base no respeito pela vida, dignidade e direitos humanos, preservando a liberdade da pessoa humana e chamando a qualidade da assistência à saúde.

Os princípios éticos são uma referência importante na assistência de Enfermagem:

  • O princípio da beneficência, fazer o bem;
  • Da não-maleficência, primeiramente não fazer o mal;
  • Da justiça, distribuição justa, equitativa e apropriada;
  • O princípio da autonomia, autodeterminação ou autogoverno, poder de decidir sobre si mesmo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O CÓDIGO DE ÉTICA DE ENFERMAGEM:

Nossa finalidade ao iniciar esta pesquisa foi a de levar para a população determinados elementos acerca do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem – CEPE, algo que precisaria ser conhecido e discutido, não só pelos por todos os profissionais a que ele se refere, mais ainda pela população em geral, para que pudesse servir de auxílio para as dúvidas que aparecem no exercício diário dessa atividade.

Insurge, assim, a precisão de se prosseguir a realizar um trabalho de zelar pelo exercício ético dos profissionais de enfermagem, por meio da orientação, educação, discussão e divulgação do Código.

Conclui-se, deste modo, que é imprescindível a anexação de aspectos éticos e legais na experiência profissional do enfermeiro, colaborando para uma assistência completa e de qualidade.